segunda-feira, 19 de outubro de 2009

e a saudade em mim agora...



        Sabe quando tu quer fazer algo mas tem medo porque tem 90% de certeza do que pode (ou não) acontecer? E aí tu pensa, pensa pensa... E acaba fazendo.
        Eu deixei meu orgulho (que não é pequeno) um pouco de lado e ele foi ferido. Talvez pela centésima vez. Não sou uma pessoa impulsiva e mesmo pensando tanto, acabei com a cara no chão mais uma vez.
        Se existe algo pior do que indiferença, me avisem, por favor. E quando ela vem de alguém que tu achava que conhecia durante anos e que tu considerava uma pessoa amiga dói mais ainda.
        Tentar recuperar uma amizade perdida é querer demais? Se a resposta for sim, então eu estou errada e peço desculpas.
        Alguém sabe o quão difícil é tentar reconstruir o orgulho depois que ele foi aberto como uma caixinha? Dá vontade de gritar, falar, implorar, escrever... Literalmente correr atrás. Eu só não o faço porque a cena seria ridícula e só traria mais indiferença.
        Prefiro me morder e corroer o que eu tenho por dentro, nem que isso me custe alguns momentos não tão alegres. Entregar o ouro para que tu possa simplesmente ficar mudo? Seria demais.
        Nem um simples ''oi'' sem intonação, emoção e vontade doeriam tanto quanto o silêncio e o vazio daquela frase que tu deixou sem resposta.
        Tu ao menos desperdiçou a respiração lendo o que foi dito?
        Eu duvido muito!


I wish I could still call you friend...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

My mind is muddy but my heart is heavy...



Quando aquela avalanche parece estar diminuindo eu já penso em pular de alegria.
Mas não o faço. Eu sei que isso não passa de uma falsa esperança. A esperança de que tudo "volte ao normal" e eu esqueça do sentimento que ainda existe.

E eu fico me alertando mentalmente: "Não cai nessa!"
Não passa de uma hora pra outra. A avalanche só vai ficar adormecida por tempo (in)determinado. Não custa nada alimentar o pensamento de que estou sendo enganada por meu consciente (aquele que pensa que acabou e tá tudo bem).

Ou eu entrego os pontos e sacudo a bandeira branca ou brigo com meus sentimentos insistindo em permanecer de pé. Deixar a falsa esperança tomar conta de mim ou continuar com o que resta da minha sanidade?

Prefiro preservar minha sanidade. Porque dessa vez, o tempo é determinado... Algo me diz que a avalanche vai me sufocar em breve. E eu preciso armazenar forças para que não seja como da última vez.


"...cause I'll just make the same mistake again..."


quinta-feira, 14 de maio de 2009

. when you're too in love to let it go...



        Quando os sentimentos se transformam numa avalanche e tu não sabe se corre ou espera; quando não consegue diferenciar o amor do ódio porque a linha que divide os dois é muito pequena; quando ambos se misturam a saudade... Que sentimento se forma? Que sentimento permanece? E qual vai embora?
        E isso fica girando e girando e tu não sabe quando vai parar. Achava que já tava acabado, mas volta com mais força do que da última vez. E se tu pudesse gritar para que fosse tudo embora?
        Ainda assim, existe o medo de esquecer pra sempre, de perder lembranças, enterrar momentos...

A saudade e as perguntas sem respostas. Foi o que tu deixou...