quinta-feira, 2 de setembro de 2010


"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo..."

Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 26 de julho de 2010


"...2 am and I'm still awake, writing a song
If I get it all down on paper
It's no longer inside of me, threatening the life it belongs to
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary, screaming and loud
And I know that you'll use them, however you want to

'Cause you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass, glued to the table
No one can find the rewind button, now
Sing it if you understand
And breathe, just breathe..."



[Imagem = Weheartit]

terça-feira, 13 de julho de 2010

Um romance de verão as avessas.




        Dois jovens sentados exatamente no ponto em que o mar encontra o rio. Admiravam o céu. Não mais o sol, pois deste já não havia sinal.

        Dividiam um banco. Ele escorado nas pernas dela, ela pendendo a cabeça a fim de chegar o mais perto possível. As mãos entrelaçadas umas as outras. Falavam baixo, aos sussurros, trocavam carinho. Não havia ninguém ao redor. E, mesmo que houvesse, ela não teria notado.

        Não entendia bem o que estava acontecendo ali e, ainda assim, se sentia feliz. Aos poucos o sussurro foi diminuindo e o silêncio a fez admirar a areia, o luar, as águas que se fundiam assim como suas mãos. Era um silêncio gostoso...

        No que ele estaria pensando? Ela queria saber, mas o comentário faceiro feito por uma senhora que passava por ali a despertou de seus devaneios.

        - Que casal mais bonito! – disse a mulher em alto e bom tom.

        Mas eles eram apenas amigos...

domingo, 11 de julho de 2010



"You're impossible," he said, and he laughed once — a hard laugh, frustrated. "How can I put this so that you'll believe me? You're not asleep, and you're not dead. I'm here, and I love you. I have always loved you, and I will always love you. I was thinking of you, seeing your face in my mind, every second that I was away. When I told you that I didn't want you, it was the very blackest kind of blasphemy."

(New Moon)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Oh it's just the weather, my darling...



        A noite era fria, muito fria. E a pele clara do rosto dela ficava corada com tanta facilidade em dias assim. Bem agasalhada, saiu pra noite gelada. Foi com alguns poucos amigos para um bar. Metade deles ela nem conhecia direito, verdade, mas se sentia bem ali.
        Ela quis dar uma boa olhada em cada um dos acompanhantes... Um por um ela foi encarando, até que seus olhos se demoraram em um alguém especial. Ah, a pele clara de novo! Ela era tímida, muito tímida. Podem então imaginar como ela ficou rosada e com a boca emperrada sem conseguir nem ao menos dizer um simples oi.
        E a noite fria passava tão devagar. Ela queria trocar palavras, quem sabe um abraço quente e aconchegante, queria fazer algo mais do que apenas... olhar.
        Mas apenas olhar acabou trazendo a ela um afago na nuca e um sorriso singelo. Ah, o sorriso! Não era preciso dizer nada, não era preciso fazer nada. O sorriso a contentava.
        E então, no fim da noite, ambos parados sozinhos longe um do outro. Encaravam o escuro e nada mais. Não havia afagos, nem olhares, nem sorrisos. Havia espaço. E frio. Muito frio.
        Ela queria trocar olhares, quem sabe um sorriso singelo, queria acabar com aquilo... com aquela distância crescente.
        E o sangue que corria por baixo da sua pele clara se acusou mais uma vez quando ela deixou sua timidez de lado e avançou alguns passos.
        - Me abraça?
        A resposta foi quente e aconchegante. A noite não era mais fria, então.


[Copeland - No One Really Wins ♪]

terça-feira, 4 de maio de 2010

They were bad liars...



Ela: Sinto tua falta.
Ele: Eu também.
Ela: O que anda fazendo?
Ele: O de sempre. Como vai a vida?
Ela: O de sempre...
Ele: Sinto tua falta.
Ela: Eu também.
Ele: Sente?
Ela: Sim. Já falei antes.
Ele: Algo mais?
Ela: Algo o que?
Ele: Além da falta.
Ela: Não sei. Tu sente?
Ele: Algo mais?
Ela: Além da falta.
Ele: Não mais. E tu, não sabe ou não sente?
Ela: Não sinto.
Ele: Não sente?
Ela: Não mais.

...now you can choose the true or false!


[Image credits: http://thebunnyonthemoon.tumblr.com/]

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

e a saudade em mim agora...



        Sabe quando tu quer fazer algo mas tem medo porque tem 90% de certeza do que pode (ou não) acontecer? E aí tu pensa, pensa pensa... E acaba fazendo.
        Eu deixei meu orgulho (que não é pequeno) um pouco de lado e ele foi ferido. Talvez pela centésima vez. Não sou uma pessoa impulsiva e mesmo pensando tanto, acabei com a cara no chão mais uma vez.
        Se existe algo pior do que indiferença, me avisem, por favor. E quando ela vem de alguém que tu achava que conhecia durante anos e que tu considerava uma pessoa amiga dói mais ainda.
        Tentar recuperar uma amizade perdida é querer demais? Se a resposta for sim, então eu estou errada e peço desculpas.
        Alguém sabe o quão difícil é tentar reconstruir o orgulho depois que ele foi aberto como uma caixinha? Dá vontade de gritar, falar, implorar, escrever... Literalmente correr atrás. Eu só não o faço porque a cena seria ridícula e só traria mais indiferença.
        Prefiro me morder e corroer o que eu tenho por dentro, nem que isso me custe alguns momentos não tão alegres. Entregar o ouro para que tu possa simplesmente ficar mudo? Seria demais.
        Nem um simples ''oi'' sem intonação, emoção e vontade doeriam tanto quanto o silêncio e o vazio daquela frase que tu deixou sem resposta.
        Tu ao menos desperdiçou a respiração lendo o que foi dito?
        Eu duvido muito!


I wish I could still call you friend...